Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Vagas

Horas Vagas

Vivemos tempos estranhos

Covid-19

17.03.20

É difícil manter uma hipocondríaca tranquila nesta fase de proliferação do vírus. Entro em parafuso cada vez que tenho de sair de casa para ir ao supermercado e também porque me sinto socialmente constrangida se espirrar em público, fruto das minhas alergias da época, não vá o pessoal pensar que estou infectada. Felizmente não tenho ataques na rua, só em casa, acho que sou alérgica a ficar em casa! 

Eu não sei quanto a vocês, mas assim que ouvi falar no novo coronavírus, em Janeiro, já não fui para a frente com marcações de viagens que acontecem normalmente no início do ano, e este ano havia umas quantas viagens na manga, tal como no ano passado. E assim que ele entrou em Portugal, comecei por evitar ir ao ginásio, aos restaurantes, cinemas ... [Eu já disse que tenho uma veia hipocondriaca?] Sinto que já estou em quarentena há muito tempo. Eu não sei se sou eu que sou demasiado paranóica ou se é o pessoal que não tem noção das coisas, mas fico incrédula (sobretudo quando já todos nós conhecemos a nova pandemia desde o início do ano) quando ainda há dúvidas se devem ou não desmarcar viagens, que querem lá saber e vão mesmo e depois pedem "salvação", que se lixe os outros e vamos todos para a praia, discotecas e afins. Não sei. Talvez seja um pouco das duas coisas. Sei lá.

Eu sei, é estranho viver neste clima de incertezas e constrangimentos, estamos todos no mesmo barco e, para quem tem crianças, é difícil de explicar certas alterações na rotina, o porquê de deixar de frequentar a casa dos avós, mas tem de ser. Por nós, por todos.

Não sou uma pessoa muito alarmista no sentido que não vou a correr limpar as prateleiras dos supermercados, mas também não consigo ser demasiado descontraida e pensar que isso só acontece aos outros ou que é muito sensacionalismo da comunicação social ou que isto tudo não passa de uma "simples gripe". Para mim/nós talvez sim, e os outros? Não estamos a falar somente de um problema individual, mas um que se espalha pelos demais, à escala mundial. Tirando as alergias, não tenho problemas de maior, mas ... tenho uma avó com 88 anos, uma mãe com +60 anos que já tiveram pneumonia. A minha melhor amiga é farmacêutica. Sinto-me responsável por protegê-las. E vivo apavorada, não por mim, mas por todos aqueles de quem gosto e estão dentro do grupo de risco.

É nosso dever tomar medidas de precaução para proteger os outros, principalmente a camada mais frágil da população. Estamos a enfrantar uma época que devemos ter a noção do que é viver em sociedade e parar de olhar para o nosso umbigo!

2 comentários

  • Imagem de perfil

    Sonhadora

    17.03.20

    Já tinha lido a noticia, a vossa linda ilha já foi afectada.
    É uma falta de noção. O país/zona para onde se viaja até pode não estar problemática, mas nós podemos contribuir para o contágio, o vírus pode se manifestar até 14 dias. E os aeroportos são de evitar, demasiada multidão. Há quem tenha olhado só para o bolso e tenha partido para não perder dinheiro. E agora que fecharam fronteiras? É que estão com medo? Quanto vale uma vida humana? Enfim, se não for o Estado a ter juízo (e peca por tardar), algumas pessoas não querem saber dos outros.
    Vamos rezar para que este momento passe depressa e que venha logo uma vacina para combater este maldito vírus.

  • Comentar:

    CorretorMais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.