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Horas Vagas

Horas Vagas

18
Abr18

Como sobreviver aos terrible two

A semana passada fomos à pediatra, tinha ficado combinado na consulta dos dois anos passarmos por lá aos dois anos e meio. Está tudo ok com o pequeno, cresce a olhos vistos, a pediatra está sempre a dizer que já não faz sentido fazer os ajustes entre idade cronológica e idade corrigida - diz isso desde que ele tem meses mas ficamos sempre muito orgulhosos. Está a desenvolver-se normalmente como um bebé de termo, mais à frente numas coisas, mais atrás noutras, mas tudo dentro dos tempos esperados. Independentemente da consulta do privado, da maternidade ou no centro de saúde (bebé prematuro sofre!), todos frisaram duas etapas nesta fase dos dois anos: as famosas birras e os terrores nocturnos. Confere! Tudo.

 

Em relação às birras, começaram pouco antes de fazer os dois e acalmaram pouco tempo depois. Foi uma fase curta mas altamente desesperante! Acho que ele acordava com a missão de fazer uma birra por dia (mas de longa duração!). Felizmente, estas birras mais parvas duraram pouco tempo, acho que ajudou levar esta situação com a máxima calma que me era possível, encarando este desafio como uma etapa normal do crescimento, do testar limites, de formação de personalidade. Acredito que ser firme nas minhas decisões tirou-lhe o apetite para perder tempo com choros, apercebeu-se que a birra não era solução. Na maioria dos casos bastava ignorar a cena da birra e explicar, posteriormente, que se portou mal, que a mãe já tinha explicado o motivo da sua decisão, que estas birras só servem para ficarmos cansados e tristes. Noutros casos, quando ele não se acalmava sozinho, dava-lhe muito mimo mas sem fazer as vontades, não sou adepta de deixar chorar até se cansar ...

 

É claro que não posso falar no passado porque, com certeza, haverá mais birras feias, como disse a pediatra, ainda tem muito tempo para elas! [Que motivador] Por enquanto, ficamo-nos pelas pequenas birrinhas [pede-ouve-contesta-conforma-se num instante] É a fase em que ele já se apercebeu que já não está ligado por um cordão umbilical, que é um ser independente, mas muito dependente das vontades da mãe e do pai, que apesar de tudo, quem manda somos nós.

 

Os terrores nocturnos. Felizmente, só presenciei este cenário umas duas vezes, normalmente acontecia durante a sesta da tarde na casa da avó. Coitada, é mesmo aflitivo. Ele ainda está a dormir mas chora como se alguém estivesse a matá-lo. É horrivel ... Felizmente, foi outra fase curta, ninguém merece este sentimento de impotência, de aflição. Como coincidiu com o facto dele ter maior liberdade, de sair um pouco debaixo da asa da mãe, fiquei sempre com aquele sentimento que estes pesadelos podiam ser fruto do medo da separação, de sentir-se abandonado porque aconteciam quase sempre na casa da avó. Passei a dizer-lhe que nunca na vida iría abandona-lo, a conforta-lo na hora de dormir e parece que ajudou. Como se diz, a falar é que nos entendemos!

  

Nestes dois anos e meio sinto que ele está um pequeno homenzinho, muito mais compreensivo, que aprende facilmente as coisas, que já vai conhecendo os nossos limites sem testá-los. Dizem que os dois são uma fase terrível mas nós até nos estamos a safar bem. E conheço pais que também não se queixaram muito, dizem apenas que a fase dos dois chegaram aos 3/4 anos ... Será? Qual será o próximo desafio?!

14
Fev18

A primeira viagem sem o meu filho

Há (quase) dois anos e meio que eu não sabia o que era voltar a acordar sem "despertador", ficar na ronha, ter um bom pequeno-almoço à minha espera e poder comer com calma, escolher qualquer restaurante, passear sem me preocupar com fraldas e sestas. Soube bem esta escapadela a dois. Mas foi um misto de emoções.

 

Esta não foi simplesmente a nossa primeira viagem a dois depois dele nascer, foi também a primeira vez em que ele dormiu fora de casa. Até à data nunca nos fez sentido abdicar do nosso tempo com ele, não só porque as férias são tão curtas para termos tempo de qualidade em família, como para nós o melhor lugar do mundo para um bebé é no conforto dos braços dos pais. Por isso, já me deixei de convencer que talvez as coisas fossem diferentes se ele não tivesse nascido prematuro, que esta separação custasse menos se já não tivesse passado tanto tempo sem ele devido ao seu internamento. Hoje sei que isso não é verdade. Fazemos o que achamos melhor para todos e no alto dos seus (quase) dois anos e meio achamos que esta seria a altura certa porque ele já se sabe exprimir (embora ainda não muito bem por palavras), já ninguém confunde os seus choros (partiria-me o coração larga-lo mais pequenino e ter alguém a culpar as cólicas - que ele nem sofreu muito - pelo seu choro, quando eles também sentem saudades!), já demonstra claramente aonde se sente à vontade, de quem gosta.

 

Para ser sincera, se não fosse todas as condicionantes desta viagem (multidões em épocas festivas, possibilidade de mau tempo, passeios mais nocturnos ...), ele teria viajado, novamente, connosco. Somos descomplicados, ele nunca impediu nada, viajar com bebés não é uma missão impossível como muitos pintam! Mas primeiro está o seu bem-estar e esta não nos pareceu a altura ideal.

 

Esta viagem a dois só foi possivel porque sentimos que ele estava preparado para esta pequena separação. O ano passado o miúdo ganhou uma adoração imensa pelos avós maternos! Devido a problemas de saúde, a minha mãe ficou grande parte do tempo em casa, tendo mais tempo disponível para estar junto de nós. Apesar dele ainda não se exprimir muito bem a nível verbal, a nível comportamental não há margem para dúvidas desta loucura pelos avós. Uma pessoa deixa-o nos avós e leva (literalmente) com a porta na cara ao tipo "obrigada mãe, adeus mãe". Mete-se à porta da nossa casa e aponta para a rua a chamar pelos avós. Faz pequenas birras para sair da casa dos avós. Não quer sair do colo da minha mãe para vir para o meu. Enfim, anda uma pessoa a abdicar de muita coisa para isto! :)

 

Para azar do meu filho, os nossos bilhetes eram de ida e volta! Ele pode não ter tido grandes saudades nossas, mas nós tivemos muitas, muitas saudades dele, tudo lembrava ele, só pensavámos o quanto ele iria adorar estar ali. Fica para uma próxima aventura.

 

O melhor de partir foi mesmo regressar!

17
Nov17

De roxo, pelo Dia Mundial da Prematuridade

Um dia conto-te a tua história, querido filho. Como todas as histórias têm de começar pelo ínicio e o nosso foi muito complicado (ainda custa recordar esses dias de angústia devido à tua chegada antecipada), vamos adiar para outra altura. Só te quero dizer que estou muito orgulhosa de ti, meu pequeno guerreiro.

 

Um abraço apertado a todos os pais e bebés XXS, especialmente àqueles que ainda estão separados por uma incubadora. Sei que se trata do pior periodo das vossas vidas.

Sem Título1.png

PS. Hoje, dia 17 de Novembro, é o Dia Mundial da Prematuridade, se puderem vistam-se de roxo e fiquem atentos ao Cristo Rei, em Almada, que também se irá "vestir" de roxo como forma de sensibilização para este problema. 

 

 

 

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