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Horas Vagas

Horas Vagas

10
Dez18

Quando os pais não são tidos nem achados #1

Quem já se sentiu desrespeitado e desautorizado enquanto pais? Pessoas que sabem à partida aquilo que gostas e não gostas, aquilo que queres e não queres para a vida do teu filho e mesmo assim querem passar por cima das tuas decisões? (Eu tenho a mão no ar!) Lembro-me assim de repente de 3 casos, este primeiro foi o que mais me irritou:

 

Quando contrato um serviço profissional de fotografia deixo logo bem claro que não quero fotos nossas na internet (muito menos do pequeno). Eu sei que fotos giras e fofas de bebés/crianças fazem disparar "likes", aumentam visualizações e possibilidades de negócios. Eu sei. Se eu quissesse seria mais uma mãe a pôr a imagem dos filhos a render nas redes sociais, mas nós (decisão conjunta), não usamos e dispomos da imagem do nosso filho a nosso belo prazer e benefício, respeitamos o seu direito à privacidade (como diz o outro, os filhos não são propriedade nossa), por isso agradecia que terceiros, sobretudo "profissionais", respeitassem a nossa decisão. Colocar fotos contra a vontade dos pais não é elogio (quanto mais likes e partilhas a foto tinha, mais irritada ficava! - nós sabemos que ele é giro, não precisamos de likes para o confirmar), é apenas falta de profissionalismo e de respeito. 

10
Out18

Óoohhh não ...

Tenho de descarregar o video do meu filho a dançar o  "Tou na moda", dos Mastiksoul. Acho que vamos ficar ricos e famosos à pala dele, ahahah! O miúdo é tão viciado na música - mete aquilo em modo repeat - que já está pró na arte de mexer o bumbum. Já eu, só me saiu um "óoohhh não" quando ouvi a música na aula de Zumba* 

 

 

*A professora lançou-lhe o convite para começar a participar nas aulas de Zumba! E ainda deu sugestões de outras músicas semelhantes. (Socorro!)

21
Mai18

Ser mãe a tempo inteiro

horasvagas_mãeatempointeiro.jpg

É ser desvalorizada por uns ("donas de casa são coisa do passado") e ser valorizada por outros ("é bom haver ainda quem se dedique por inteiro à família"). É pensarem que tenho muito tempo livre. É uma vida mais solitária do ponto de vista que não conheces mais ninguém nesta condição. É ir ao parque e confraternizar com os avós dos outros meninos. É ter disponibilidade para o que nos faz feliz. É ter o dia preenchido à nossa medida. É chegar ao final do dia exausta e sem grandes resultados de trabalho feito. É dizerem-me que tenho de ter cuidado com o tempo de descontos (juro que aconteceu-me!). É não perder pitada do seu crescimento. É ter menos dinheiro no bolso. É ser vista como uma sacrificada (menos roupas, menos viagens ...) ou como uma dondoca! É não poderes dar-te ao "luxo" de adoecer porque tens sempre um miúdo agarrado à tua perna, sem teres onde o deixar por umas horas. É sentires-te uma priveligiada ou uma boa candidata para o Júlio de Matos dependente dos dias! É poder fazer as sestas com ele. É acabar por não descansar porque há sempre qualquer coisas por fazer ...

 

É uma escolha por amor.

11
Mai18

Onde está a diferença?

Fomos de manhã ao parque, ele ia todo contente pela minha mão a chamar pelos bebés - ele é muito sociável, adora interagir com outras crianças, para ele são todos bebés. Estava a ficar desapontado quando não viu ninguém, mas depois lá começaram a chegar outras crianças, incluindo meninos das escolas "especiais". O meu filho viu uma menina  com deficiência a brincar com uma bola e foi todo feliz meter-se com ela. Eu fiquei atenta porque ele ainda é pequeno e está a aprender a brincar em grupo (como faço com qualquer outra criança!). A educadora ficou atenta porque apesar da menina ser maiorzinha é como se fosse pequena e podia ser mais bruta. No fim, sairam todos felizes.

 

As crianças não nascem más ou intolerantes, apenas absorvem o que os pais ensinam, e o que eu vi foi uma larga maioria a afastar os filhos destes meninos "diferentes". Para mim, ser diferente não é propriamente uma coisa má! Mas eu não consegui detectar nenhuma diferença entre os dois, vi apenas duas crianças felizes, a brincar.

18
Abr18

Como sobreviver aos terrible two

A semana passada fomos à pediatra, tinha ficado combinado na consulta dos dois anos passarmos por lá aos dois anos e meio. Está tudo ok com o pequeno, cresce a olhos vistos, a pediatra está sempre a dizer que já não faz sentido fazer os ajustes entre idade cronológica e idade corrigida - diz isso desde que ele tem meses mas ficamos sempre muito orgulhosos. Está a desenvolver-se normalmente como um bebé de termo, mais à frente numas coisas, mais atrás noutras, mas tudo dentro dos tempos esperados. Independentemente da consulta do privado, da maternidade ou no centro de saúde (bebé prematuro sofre!), todos frisaram duas etapas nesta fase dos dois anos: as famosas birras e os terrores nocturnos. Confere! Tudo.

 

Em relação às birras, começaram pouco antes de fazer os dois e acalmaram pouco tempo depois. Foi uma fase curta mas altamente desesperante! Acho que ele acordava com a missão de fazer uma birra por dia (mas de longa duração!). Felizmente, estas birras mais parvas duraram pouco tempo, acho que ajudou levar esta situação com a máxima calma que me era possível, encarando este desafio como uma etapa normal do crescimento, do testar limites, de formação de personalidade. Acredito que ser firme nas minhas decisões tirou-lhe o apetite para perder tempo com choros, apercebeu-se que a birra não era solução. Na maioria dos casos bastava ignorar a cena da birra e explicar, posteriormente, que se portou mal, que a mãe já tinha explicado o motivo da sua decisão, que estas birras só servem para ficarmos cansados e tristes. Noutros casos, quando ele não se acalmava sozinho, dava-lhe muito mimo mas sem fazer as vontades, não sou adepta de deixar chorar até se cansar ...

 

É claro que não posso falar no passado porque, com certeza, haverá mais birras feias, como disse a pediatra, ainda tem muito tempo para elas! [Que motivador] Por enquanto, ficamo-nos pelas pequenas birrinhas [pede-ouve-contesta-conforma-se num instante] É a fase em que ele já se apercebeu que já não está ligado por um cordão umbilical, que é um ser independente, mas muito dependente das vontades da mãe e do pai, que apesar de tudo, quem manda somos nós.

 

Os terrores nocturnos. Felizmente, só presenciei este cenário umas duas vezes, normalmente acontecia durante a sesta da tarde na casa da avó. Coitada, é mesmo aflitivo. Ele ainda está a dormir mas chora como se alguém estivesse a matá-lo. É horrivel ... Felizmente, foi outra fase curta, ninguém merece este sentimento de impotência, de aflição. Como coincidiu com o facto dele ter maior liberdade, de sair um pouco debaixo da asa da mãe, fiquei sempre com aquele sentimento que estes pesadelos podiam ser fruto do medo da separação, de sentir-se abandonado porque aconteciam quase sempre na casa da avó. Passei a dizer-lhe que nunca na vida iría abandona-lo, a conforta-lo na hora de dormir e parece que ajudou. Como se diz, a falar é que nos entendemos!

  

Nestes dois anos e meio sinto que ele está um pequeno homenzinho, muito mais compreensivo, que aprende facilmente as coisas, que já vai conhecendo os nossos limites sem testá-los. Dizem que os dois são uma fase terrível mas nós até nos estamos a safar bem. E conheço pais que também não se queixaram muito, dizem apenas que a fase dos dois chegaram aos 3/4 anos ... Será? Qual será o próximo desafio?!

05
Abr18

Dizem que mães de meninos poupam dinheiro ...

horasvagas_zarakids_verão2018.jpg... mas eu nunca tive essa sorte porque, até à data, tenho a sorte de encontrar (muita) roupa gira para ele. 

 

Não é que ele precise de mais roupa, ele já está bem fornecido para a primavera/verão (e para o próximo outono/inverno também!), mas depois de passar no site da Zara Kids fiquei com vontade de trazer tudo. ADORO. O meu marido até já mandou a piada que qualquer dia o miúdo também precisa de um closet (não me dêem ideias!). Eu sei que ele não precisa de muita roupa mas eu sou uma mãe vaidosa, é mais forte do que eu ...

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