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Horas Vagas

Horas Vagas

14
Fev18

A primeira viagem sem o meu filho

Há (quase) dois anos e meio que eu não sabia o que era voltar a acordar sem "despertador", ficar na ronha, ter um bom pequeno-almoço à minha espera e poder comer com calma, escolher qualquer restaurante, passear sem me preocupar com fraldas e sestas. Soube bem esta escapadela a dois. Mas foi um misto de emoções.

 

Esta não foi simplesmente a nossa primeira viagem a dois depois dele nascer, foi também a primeira vez em que ele dormiu fora de casa. Até à data nunca nos fez sentido abdicar do nosso tempo com ele, não só porque as férias são tão curtas para termos tempo de qualidade em família, como para nós o melhor lugar do mundo para um bebé é no conforto dos braços dos pais. Por isso, já me deixei de convencer que talvez as coisas fossem diferentes se ele não tivesse nascido prematuro, que esta separação custasse menos se já não tivesse passado tanto tempo sem ele devido ao seu internamento. Hoje sei que isso não é verdade. Fazemos o que achamos melhor para todos e no alto dos seus (quase) dois anos e meio achamos que esta seria a altura certa porque ele já se sabe exprimir (embora ainda não muito bem por palavras), já ninguém confunde os seus choros (partiria-me o coração larga-lo mais pequenino e ter alguém a culpar as cólicas - que ele nem sofreu muito - pelo seu choro, quando eles também sentem saudades!), já demonstra claramente aonde se sente à vontade, de quem gosta.

 

Para ser sincera, se não fosse todas as condicionantes desta viagem (multidões em épocas festivas, possibilidade de mau tempo, passeios mais nocturnos ...), ele teria viajado, novamente, connosco. Somos descomplicados, ele nunca impediu nada, viajar com bebés não é uma missão impossível como muitos pintam! Mas primeiro está o seu bem-estar e esta não nos pareceu a altura ideal.

 

Esta viagem a dois só foi possivel porque sentimos que ele estava preparado para esta pequena separação. O ano passado o miúdo ganhou uma adoração imensa pelos avós maternos! Devido a problemas de saúde, a minha mãe ficou grande parte do tempo em casa, tendo mais tempo disponível para estar junto de nós. Apesar dele ainda não se exprimir muito bem a nível verbal, a nível comportamental não há margem para dúvidas desta loucura pelos avós. Uma pessoa deixa-o nos avós e leva (literalmente) com a porta na cara ao tipo "obrigada mãe, adeus mãe". Mete-se à porta da nossa casa e aponta para a rua a chamar pelos avós. Faz pequenas birras para sair da casa dos avós. Não quer sair do colo da minha mãe para vir para o meu. Enfim, anda uma pessoa a abdicar de muita coisa para isto! :)

 

Para azar do meu filho, os nossos bilhetes eram de ida e volta! Ele pode não ter tido grandes saudades nossas, mas nós tivemos muitas, muitas saudades dele, tudo lembrava ele, só pensavámos o quanto ele iria adorar estar ali. Fica para uma próxima aventura.

 

O melhor de partir foi mesmo regressar!

06
Fev18

O Natal em Madrid.

horasvagasblog4_natalmadrid_2017.jpgDizem que o Natal em Madrid é um dos melhores a nível europeu, como referi no post anterior. Não sei se é verdade ou não, mas posso afirmar que adorei todo o ambiente natalicío, todas as decorações, todos os (mil e quinhentos) mercados de Natal. Os madrilenos não fazem a coisa por menos. Eu até nem sou pessoa de muitas saídas nocturas (estou velha, eu sei), mas fazer esta viagem com o objectivo de aproveitar melhor a noite para ver as iluminações de Natal foi algo de muito especial. Foi um ojectivo cumprido. 

 

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Um dos muitos presépios (exteriores e interiores) espalhadados pela cidade. 

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As várias barracas e as iluminações de Natal deram um toque especial à Plaza Mayor. Aproveitei e despachei alguns presentes de aniverário do pessoal de Janeiro!

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Puerta del Sol, uma paragem obrigatória com vista para a maior árvore de natal. Existiam outras espalhadas pela cidade mas mais pequenas. O local onde eramos perseguidos por bonecos animados!

horasvagasblog6_natalmadrid_2017.jpgO musical mais fofinho de sempre - Cortylandia-, uma tradição natalícia do El Corte Inglês. As figuras mexem-se e cantam. Juro, fiquei com a lágrima no canto do olho.

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E não sei se foi por ser Natal, baixando o espiríto de entreajuda, mas desta vez os espanhóis pareceram-me mais simpáticos! :) 

02
Fev18

O Inverno em Madrid

Os últimos dias de 2017 foram passados em Madrid, a dois. Espanha - a par de Itália e Portugal - é um dos países que me suscita muita curiosidade, com muitos locais de interesse por conhecer. Curiosamente, a capital de Espanha estava no fundo da minha lista, parecia-me uma cidade muito pequena, as imagens não tinham grande impacto sobre mim. Mas tinha lido algures que o Natal em Madrid era considerado um dos melhores a nível europeu, e esta viagem acabou por ser um excelente presente de Natal. 

 

Não sei se foi por ter as expectativas muito baixas ou se foi a excitação de ser a nossa primeira viagem de Inverno, o que é certo é que fui agradavelmente surpreendida. Acho que conhecer Madrid em Dezembro ajudou a apreciar a beleza desta cidade, tornou o cenário muito mais mágico (e não me refiro apenas às decorações de natal). Os dias mais cinzentos (mas agradáveis) conferiu uma certa atmosfera melancólica, as árvores quase despidas com as folhas secas a cobrir o chão dos parques ajudaram a embelezar ainda mais o ambiente.

 

Deixo-vos, por agora, com um breve resumo diurno:

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Madrid tem uma coisa muito boa, em certos dias da semana e em certos horários os palácios e museus são gratuitos. Valeu a pena esperar para conhecer o palácio real, mas os museus desiludiram-me.

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Adoro mercados e o de San Miguel tem tudo com óptima apresentação.

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O que mais gostei de Madrid foram os parques. O El Retiro é, para mim, o parque mais bonito que eu já vi. É enorme, tem vários parques dentro do parque, zonas distintas e muito giras. Passei por lá mais do que um dia, amei.

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[Em todos os países que nós vamos há sempre algo em restauro, bom para estragar qualquer foto!] 

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Jasus, uma Primark com 5 andares! Socorro ...

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As torres Puerta de Europa. Cada vez que olho para elas lembro-me logo do episódio do Michey Mouse - que o meu filho adora - que é passado lá! 

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Templo de Debod, outro parque girissímo, sobretudo para quem adora a cultura Egipcía.

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[Mais fotos e locais via Instagram]

31
Jan18

O meu Janeiro

O meu querido mês de Janeiro não começou da melhor maneira, o primeiro sábado do ano foi para esquecer. Começou num funeral e ia terminando num acidente de carro devido a um condutor alcoolizado. [Agradeço a quem está lá em cima a olhar por mim] Pelo meio ainda constactei que lá por ter fechado um capítulo da minha vida, o mesmo não se pode dizer da outra parte. Tocar em quizilias passadas depois de tantos anos é apenas parvo e só demonstra imaturidade. Não sei qual tenha sido o objectivo (ou talvez saiba!), mas só ajudou a reforçar tudo o que penso acerca de.

 

Tirando isso, todo o resto foi bom. Dizem que Janeiro é um mês longo, mas para mim é um mês de festas atrás de festas, o tempo voou. Entre procurar o presente ideal e enfardar doces atrás de doces, não tive direito a muitas "horas vagas"! :) E o último fim-de-semana de Janeiro foi em cheio! Pelo meio, ainda comemorei o meu 32º aniversário.

 

O pequeno também tirou a barriga da miséria e registamos pequenas peripécias. No meu aniversário ele não teve para esperar que me cantassem os parabéns e quando dêmos por ele, ele já tinha a cara (literalmente) no bolo, a dar dentadas! Era de chocolate ... Lambuzou-se com um sabor novo! [No aniversário do pai já ele tinha feito algo parecido, mas foi mais civilizado, foi lá com a mão!] Num almoço de aniversário ele mandou-nos comer o menu infantil, também quis o sushi da mãe e o choco frito do pai.

 

Para bem da minha dieta, Janeiro já está no fim. Tinha avisado a minha nutricionista que as minhas dietas nunca recomeçam em Janeiro, tendo em conta que não sou grande apreciadora dos doces típicos de Natal, Janeiro acaba por ser mais problemático. Perder 3kg neste mês e meio foi, à partida, um objectivo irrealista. Perdi apenas ... (suspanse) ... 200g! Tendo em conta que não engordei nesta época de festas, já foi um grande feito! E nem tudo foi mau, o peso mantevê-se inalterado mas perdi -3cm de perimetro abdominal (algo que até à data estava muito difícil).

 

No meu aniversário fomos ver o The Greatest Showman ao cinema e adorei. Já há muito que um filme não me deixava com um sorriso nos lábios. Adorei, acho que foi o melhor presente de aniversário pelo que o filme me transmitiu. E ando viciada na banda sonora. || No início do mês fomos ao circo Victor Hugo Cardinali - já não ia há imensos anos - e gostamos. Foi bom para variar.

19
Jan18

Beijos que curam.

Hoje ele fez um dói-dói na perna, fui desinfectar-lhe o raspão e dei-lhe um beijinho dizendo que ajudava a curar. Achou graça, agora não pára de se queixar! Só sabe dizer dói-dói e apontar para várias partes do corpo com cara muito cabisbaixa à espera de beijinhos.

 

#coisas que aquecem o coração

10
Jan18

A vida é demasiado curta ...

Não vivas no passado, esse ficou lá atrás, sê uma pessoa bem resolvida contigo mesma e com os outros.

 

Aprende a perdoar. Não vale a pena viver com rancores. Os outros até podem não o merecer, mas tu mereces paz de espirito. E a perdoar-te. Errar é humano, desde que não se repita. 

 

Analisa bem os teus problemas. A vida é demasiado fugaz para perdemos tempo com o que não tem importância.

 

Não te rebaixes. Tem amor-próprio. Se mais ninguém gostar de ti, quem gostará? Nem rebaixes ninguém. Palavras maliciosas não te elevam.

 

Deixa a hipocrisia de lado, começa a praticar aquilo que pregas.

 

Pára para agradecer aquilo que tens, não queiras sempre mais e melhor. Se não deres valor, serás sempre um eterno insatisfeito.

 

Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje. Sobretudo se for para demonstrar o quanto gostas das pessoas. Nunca se sabe o dia de amanhã.

 

Façam o que vos dá prazer. A vida também é demasiado curta para perder tempo a agradar terceiros.

 

Só não há solução para a morte, sejam mais positivos.

 

A solução para os teus problemas não está no fundo de uma garrafa. Ou várias! Se beberes não conduzas. Eu não tenho culpa dos teus problemas - nem ninguém. Não arranjes problemas a mais ninguém. Desta vez tive sorte, não abuses também da tua sorte.

 

Deixem-se de merdas. A vida é demasiado curta, saibam viver. Sejam (verdadeiramente) felizes.

05
Jan18

Este ano deu-me para isto: as minhas resoluções de 2018

Deixei-me de listas e listinhas quando me apercebi que a vida nem sempre é como nós queremos, que nem tudo está nas nossas mãos, que muitos objectivos deixam de fazer sentido a longo prazo. Se outrora tinha a minha vida mentalmente organizada para os próximos 10 anos, agora prefiro pensar a curto prazo, é mais certo e faz-me mais sentido. 

 

Contudo, este ano decidi elaborar uma pequena lista que me permitirá ficar focada nos meus objectivos a longo prazo, aqueles que dependem exclusivamente de nós para os alcançarmos. Não é uma lista consumista, não planeio comprar isto ou aquilo, viajar para ali ou para acolá, coisas que o dinheiro pode comprar são mais fáceis de alcançar, mas é uma lista que será um verdadeiro work in progress porque romper, por exemplo, com velhos hábitos, traços de personalidade, esses sim, serão uma verdadeira conquista para mim que tento melhorar ano após ano. Aqui estão eles:

 

Saber delegar

Sigo muito à risca a máxima se quero as coisas bem feitas, tenho de ser eu a faze-las, e depois queixo-me que não tenho tempo para tudo, que fico ko. Sou demasiado exigente, gosto das coisas muito ao meu gosto, de controlar tudo, mas tenho de aprender a relaxar neste aspecto, de aproveitar as ajudas que me são oferecidas.

 

Continuar a cuidar mais de mim

Em 2017 retirei o meu aparelho ortodôntico, inscrevi-me num ginásio, já fiz um workshop de alimentação saudável, perdi uns quilos, sinto-me melhor (fisica e psicologicamente). Este ano espero perder os últimos quilos, de conseguir fazer escolhas mais saudaveis fora de casa - o meu grande mal, a minha vida social dá conta de mim!

Cuidar mais de mim também passa por manter a mesma postura que já adoptei há algum tempo: desprezar pessoas tóxicas, não me deixar influenciar pelas más energias, ter tempo para fazer aquilo que mais gosto (ler, ouvir música, fazer os meus projectos diy ...), continuar a agradecer e dar valor às pequenas coisas que a vida me dá.

 

Minimizar

Não é meu objectivo tornar-me numa minimalista, sobretudo se associarem o minimalismo a uma casa quase sem nada e com cara de hospital (tudo branco!), mas tenho vindo a destralhar as divisões cá de casa e sinto-me mais leve. Pretendo minimizar nas coisas para maximizar o meu tempo. Pretendo melhorar a arte do desapego, de livrar-me de uma vez por todas de coisas que já não uso há imenso tempo, de pensar duas vezes antes de comprar.

 

Continuar a fazer ementas semanais

Uma dica da minha nutricionista que comecei a implementar no final do ano e que acho uma mais-valia na organização do meu dia-a-dia e controlo alimentar.

 

Fazer/Conhercer algo novo

Todos os anos tenho este objectivo. Pode ser um restaurante novo, uma actividade nova, um sítio novo, algo que saía da nossa rotina. Não é preciso ser algo grandioso, apenas diferente.

 

Organizar-me melhor

Não que seja muito desorganizada, que não sou, mas sou uma desgraça com a organização do meu email, das minhas fotos, do meu telemóvel. A nivel tecnológico é para esquecer. 

Organizar-me melhor também passa por arranjar mais tempo para cuidar mais de mim, fazer aquilo que mais gosto, como acima mencionado. Há quem pense que tenho todo o tempo do mundo lá porque sou mãe a tempo inteiro, mas a verdade é que nunca trabalhei tanto na minha vida como agora, chego à noite sem vontade de ver, por exemplo, um filme, fico-me apenas pelas séries que são mais curtas! Não me queixo de todo, é uma opção que me deixa realizada, mas nesta correria dos dias, do cuidar da casa, do pai que também merece! :), do filho, de "nós", o "eu" muitas vezes fica para último. Ao longo destes dois anos sempre tive momentos só meus, graças ao meu marido e família, mas este ano quero mesmo aprender a delegar, sem sentimentos de culpa, sem pensar que sou precisa noutro lado. 

E não deixar para amanhã o que posso fazer hoje.  

 

Escrever mais

Escrever para mais tarde recordar continua a ser um dos meus passatempos preferidos, sobretudo quando o assunto é o meu filho, a minha família. Depois de ser mãe as minhas prioridades mudaram, passo menos tempo na internet, sou muito mais selectiva, mas também pretendo ser mais assídua e organizada por aqui, não deixar passar tanto tempo entre alguns acontecimentos que pretendo partilhar. Às vezes demoro tanto tempo a organizar/seleccionar fotos (já disse que sou péssima nisso?), ter tempo e vontade em escrever, que acabo por deixar passar.

Reorganizar as redes sociais, dar-lhes outra dinâmica, principalmente aqui no blogue, será outro ponto a melhorar.

03
Jan18

Os últimos dias de 2017

"Se algo de bom acontecer, faça uma viagem para comemorar. 

Se algo de ruim acontecer, faça uma viagem para esquecer.

Se nada acontecer, faça uma viagem para que algo aconteça".

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No nosso caso, voamos daqui para fora para esquecer 2017, para terminar bem um ano que começou e quase terminou mal. Apesar de tudo, ainda deu para riscar um grande objectivo meu: ver o Natal noutro país.

 

Adeus, 2017. Já não era sem tempo.

2018, sê bem-vindo.

21
Dez17

"Winter has come"

Está um frio de rachar, e o pior de tudo é que ainda não estávamos no Inverno. Mas ele chegou, agora é rezar para que as temperaturas não baixem mais! Falando nisso ...

 

* Sou daquelas pessoas que passa a vida a reclamar do tempo porque odeio temperaturas extremas. Parece-me que a Primavera e o Outono deixaram de existir, ora está um calor abrasador, ora vem o frio de rachar.

* Sou super-hiper-mega-friorenta. Com as camadas de roupa que visto no Inverno, eu não ando, rebolo! 

* E qual foi a descoberta mais espectacular de sempre? Os polares (pijamas, roupa de cama, collants). Não vivo sem.

* Bebo litradas de chá, nem que seja só para manter as mãos quentinhas.

* Pago imeeeennnnsssooo de luz nesta altura do ano graças ao aquecimento. Uma barbaridade.

* Lavar a loiça à mão no Inverno é uma actividade muito agradável!

* Nunca fomos de férias no Inverno porque nunca me apeteceu pagar para rapar frio! 

 

 

 

18
Dez17

Será que as pessoas já nascem adultas?

Sou filha e neta única. Podem imaginar a quantidade de presentes que recebia no Natal? Fui uma criança super mimada, confesso. Mas, como diz a minha mãe em sua defesa - face às novas doutrinas de educar os filhos como pequenos adultos, na moda do minimalismo-, ter muitos brinquedos não fez de mim uma adulta mimada, materialista, que não dá valor às coisas. Pelo contrário.

 

Eu sei que os miúdos não precisam de muitos brinquedos para serem felizes, que um bom par de meias quentinhas também dão um bom presente de Natal. Mas isso sou eu, que sou adulta. Se eu tento calçar os sapatos dos outros, mais facilmente tento pôr-me no lugar do meu filho: o que ele quer e gosta. Mas não é muito incomum ouvir pais que não querem que ofereçam, por exemplo, roupa com bonecada porque, imagine-se, é muito infantil! ou que não gostam. Ou não querem que uma pessoa ofereça brinquedos porque não vá os miúdos tornarem-se nuns pequenos monstrinhos consumistas e materialistas do pior. Só me pergunto, nós temos de agradar a quem? Quando eram pequenos também iriam achar graça? 

 

Havendo possibilidades para o mimar, não quero educar o meu filho de 2 anos como um pequeno adulto, de começar a discursar que a verdadeira felicidade não está nas coisas, que não é este o verdadeiro espirito do Natal, que sorte tem ele se só recebesse um ou dois presentes porque há muitos meninos que não têm nada. Até porque com 2 anos o Natal passa e ele nem dá por nada, quanto mais! Mas serão coisas que irei explicando ao longo dos anos até que ele tenha idade para perceber. Por enquanto, acho que a mágia do Natal, nestas idades, passa por encontrar uma árvore cheia de presentes (com brinquedos lá dentro!). São essas as memórias felizes dos meus Natais, da ansiedade em abrir as prendas e ver alegria dos meus pais e avós. Talvez eu tivesse sido uma criança muito infantil! Sei lá eu ... 

 

Nós não temos medo de o mimar porque não se trata de compensar alguma falha nossa. Nós dámos porque hoje ele tem dois anos e o mundo dele são os brinquedos, para brincarmos em conjunto, daqui a uns anos saberá que há outras coisas muito mais importantes. Tudo a seu tempo. Por agora, quero que ele seja apenas uma criança infantil!, e feliz.

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